Relações Internacionais e a Globalização Cultural por Natália Soraia dos Santos BonfimNo final do século XX e inicio do século XXI mais precisamente, o mundo tem provado da instigante experiência da aproximação incondicionada com outros países e culturas através do fenômeno da globalização. Não que este fenômeno tenha se iniciado no século XX, mas foi a partir deste século onde houve um desenvolvimento e a popularização dos meios de comunicação que proporcionaram o estreitamento cultural. Diante disto a relação entre os países tornaram-se mais dinâmicas e trouxeram a necessidade de uma legislação que acompanhe as efêmeras transformações ocorridas no mundo.
Samuel P. Hundington, conceituado cientista político norte-americano em seu livro Choque entre Civilizações, fala acerca de um conflito não somente político e econômico, mas, sobretudo cultural, que vai desde as suas diferenças básicas até a crescente consciência de civilização. O estreitamento trazido pela globalização descortina as diferenças entre os Estados e um conflito local toma contornos globais, condicionando a consciência mundial pela opinião daqueles que tem o poder de fornecer a informação a maior quantidade de pessoas, criando um juízo de valor acerca de determinado fenômeno, ou seja, quem tem o poder de informação a longo alcance cria vilões e institui mocinhos, e na maior parte das vezes aproveita-se desta condição para ter sempre o status da “boa parte”, Jeremy Bentahm ao falar acerca da opinião pública, afirma que esta está sempre certa e que sempre prevalece, neste raciocínio, quem formula e condiciona a opinião está sempre certo e sempre prevalece sobre os demais .
Com a globalização, a instauração de organizações e fenômenos supranacionais tornam mais cômodas as relações internacionais, entretanto países não adeptos da cultura dominante proporcionada por este fenômeno, tem em muitos casos a sua autonomia desbancada e ocupam a posição da “parte podre” do sistema mundial. A maioria dos países ocidentalizados têm ojeriza ao mundo árabe, e em maior grau, nos últimos anos isso se deu pelo episódio terrorista do 11 de setembro contra as Torres Gêmeas nos EUA, fato de comoção mundial, onde o mundo pôde ver em tempo real a ação do grupo terrorista Al Qaeda, cujo líder Osama Bin Laden tomou as páginas dos principais jornais do mundo, tornando-se sinônimo do ódio global. Mas o que o mundo não percebeu, foi a estratégia desenvolvida pelos Estados Unidos de rotular e generalizar os grupos árabes em terroristas globais e aproveitar-se da situação para, com a ajuda e opinião dos demais Estados adeptos da “parte boa” lutarem contra os “terroristas fundamentalistas árabes”.
Seguindo o raciocínio de Hundington, a ideia de sociedade universal difundida pelo ocidente e suas ideias de individualismo, igualdade, liberdade, império da lei, democracia, livre mercado, separação de igreja e estado, choca de frente as questões e os particularismos de outras culturas, Os esforços ocidentais para propagar essas ideias produzem em troca, uma reação contra o imperialismo dos direitos humanos e uma reafirmação dos seus próprios valores.
Pensar num direito de abrangência mundial deve ser um fato cuja participação deve conter os interesses e a respeitabilidade de todos os Estados soberanos, respeitando os limites da ética e do fator multicultural das civilizações. Aceitar que embora a globalização permita a homogeneização, ela não desprovê as idiossincrasias inerentes a cada cultura e que séculos de tradição não podem ser desfeitos pela prevalência da opinião do mais forte. É necessário que haja um esforço de ambas as partes para a construção de um sistema nacional possível, menos caótico e mais democrático.
Revista Jus Vigilantibus, Segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
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*Marina Franco* 30 de maio de 2012
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Que tal abordar nas fotos q...
35 minutos atrás




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